Na volta para Sydney após a minha estadia no Brasil decidi ficar quatro dias no Chile, pois era a minha conexão de vôo e como nunca tinha ido, arrumei o motivo. Contatos feito antes com um amigo em comum me arrumou uma festa para discotecar em Santiago, mas antes eu após ouvir recomendações de amigos, decidi ficar dois dias e meio em Valparaíso, ou Valpo. Essa pequena cidade nas montanhas, cheia de ladeiras, prédios antigos e bombardeada de grafites por toda a cidade. Eu como um amante da street art me mandei pra lá direto do aeroporto e assim que deixei as malas no hostel sai para uma caminhada de longas horas. Não cansava de ver todas as artes impressas em todas as frestas dessa cidadezinha e foi amor à primeira vista, voltei cansado para o hostel depois da longa caminhada mas descansar era minha última opção.
Peguei algumas recomendações com o rapaz da recepção do hostel que me deu vip para algumas baladas da cidade, mas realmente nada que tivesse me interessado...ele também me disse quais lugares eu não deveria frequentar a noite pois eram perigosos principalmente para turistas...expliquei logo que eu era de São Paulo no Brasil e que ser assaltado era algo que fazia parte da rotina da minha cidade..ele desconfiado me disse que eu não deveria ir para esses lugares, guardei o aviso e deixei que acontecesse o que tivesse que acontecer...e foi num bate papo na recepção com uma garota que ela me disse sobre esse bar tradicional em uma das praças da cidade que acontecia música ao vivo.
Peguei algumas recomendações com o rapaz da recepção do hostel que me deu vip para algumas baladas da cidade, mas realmente nada que tivesse me interessado...ele também me disse quais lugares eu não deveria frequentar a noite pois eram perigosos principalmente para turistas...expliquei logo que eu era de São Paulo no Brasil e que ser assaltado era algo que fazia parte da rotina da minha cidade..ele desconfiado me disse que eu não deveria ir para esses lugares, guardei o aviso e deixei que acontecesse o que tivesse que acontecer...e foi num bate papo na recepção com uma garota que ela me disse sobre esse bar tradicional em uma das praças da cidade que acontecia música ao vivo.
Acho que nem comi, tomei duas cervejas pesadas pra matar a fome e estava pronto para sair para as ruas a noite, fui em direção a esse bar e no caminho me lembrei que esse era o bairro que o rapaz da recepção disse que eu não deveria frequentar, tarde demais, lá estava eu andando pelo lugar, meio sinistro, minha cara com essa barba e tattoos chamam atenção, mas não me deixei intimidar e fui para esse pequeno bar chamado Liberty. Meio vazio quando cheguei, peguei uma garrafa de cerveja de um litro chamada Escudo e me sentei em uma das mesas do pequeno bar, desses bem de cara de bar de interior, só um tiozinho atendendo e enfim, achei por algum momento que poderia ser furada, mas esperei para ver o que aconteceria. Essa cara chamado Pablo pediu para sentar na mesma mesa que eu, já que era somente eu em uma mesa para quatro pessoas e começamos a conversar, sim, eu desenrolo meu Portunhol e consigo me comunicar com pessoas que falam espanhol e assim fomos até que começara a chegar os músicos e o bar foi enchendo cada vez mais e BOOM! começa a música com uma dança tradicional chamada La Cueca, uma música de característica antiga, tocavam pandeiros de um jeito que eu nunca tinha visto, colheres, pires, dançavam com um lenço na mão e aquilo foi me contagiando cada vez mais, claro que depois de várias garrafas da cerveja e de shots que as pessoas me ofereciam, enfim, lá estava eu bêbado e aprendendo os passos da Cueca.
Alguns baseados depois com o Pablo o bar fechou as 03:30 da manhã e eu ainda empolgadíssimo com as pessoas fui convidado para ir para a Plaza Anibal Pinto, outro lugar que o moço da recepção disse que eu não deveria ir de jeito algum durante a noite, mas nesse momento eu estava só com locais então me senti seguro, no caminha Pablo me disse para não pegar o celular do meu bolso lá e entendi que era realmente um pouco perigoso mas agi normalmente e conversava com os locais todos muito animados, enfim, a praça tava pegando, oferta de drogas a todos os minutos, pessoas vendendo bebidas escondidas, um clima muito massa, vi o dia amanhecer na praça e voltei para o hostel para poucas horas de sono. No dia seguinte andei por toda a cidade, todas as calles, visitei a casa de Pablo Neruda em uma das montanhas e não queria mais sair de lá, por mim eu teria ficado mais um mês somente em Valpo, mas era hora de partir para Santiago pois eu tinha essa gig para tocar a noite e meu contato um chileno bacana chamado Javo. Aliás, esse Pablo se ofereceu a me levar para a rodoviária e senti que ele realmente era um cara muito legal.
Alguns baseados depois com o Pablo o bar fechou as 03:30 da manhã e eu ainda empolgadíssimo com as pessoas fui convidado para ir para a Plaza Anibal Pinto, outro lugar que o moço da recepção disse que eu não deveria ir de jeito algum durante a noite, mas nesse momento eu estava só com locais então me senti seguro, no caminha Pablo me disse para não pegar o celular do meu bolso lá e entendi que era realmente um pouco perigoso mas agi normalmente e conversava com os locais todos muito animados, enfim, a praça tava pegando, oferta de drogas a todos os minutos, pessoas vendendo bebidas escondidas, um clima muito massa, vi o dia amanhecer na praça e voltei para o hostel para poucas horas de sono. No dia seguinte andei por toda a cidade, todas as calles, visitei a casa de Pablo Neruda em uma das montanhas e não queria mais sair de lá, por mim eu teria ficado mais um mês somente em Valpo, mas era hora de partir para Santiago pois eu tinha essa gig para tocar a noite e meu contato um chileno bacana chamado Javo. Aliás, esse Pablo se ofereceu a me levar para a rodoviária e senti que ele realmente era um cara muito legal.
Cheguei em Santiago a noite e quase que o mesmo aconteceu, deixei minhas coisas no hostel, banho e parti para o lugar onde seria a festa. Um restaurante que nos finais de semana esses caras tiram tudo o transformam numa ilegal party, equipada com cameras para o lado de fora da casa para ver se a polícia esta chegando e com uma luz na frente dos djs que quando acessa significa que deveríamos abaixar o som, estratégia foda e segura para festa ilegais que vou guardar pra sempre na cachola. Enfim, acho que a galera não curtiu tanto meu set, já que eu não toco fritação, mas enfim, fiz minha hora lá e fui curtir um pouco depois do pagamento ter sido feito em uma cap. Voltei pra casa de manhã e tinha que aproveitar o meu último dia em Santiago, já que eu iria voltar no domingo. Sai para conhecer a cidade, enfim, cidade grande, nada de tão atraente aos olhos mas fui comer algo, tomar uma cerveja e ver se andava por alguns lugares conhecidos lá.
Queria uma Cumbia! Queria muito uma festa de Cumbia! Perguntei para uns 3 garçons dos lugares que passei e todos me disseram o mesmo nome. La Fonda Permanente, pronto, era pra lá que eu iria essa noite. Acostumando com a vida de Sydney fui informado que só deveria ir para lá depois das 1 da manhã, me senti em São Paulo novamente. Após jantar e outro banho, me mandei pra lá e porra! a festa era muito legal! A princípio vi que era uma festa que só tinha locais, nenhum turista, somente eu e fiquei na minha lá, curtindo o som e arriscando alguns passos de dança e instantaneamente fui abraçado pelo pessoal que estava na festa, começaram a me pagar bebidas, me ensinar passos de dança, passavam o baseado para eu fumar, aquela coisa linda de viver, de novo, sai da festa era de manhã já e eu tava com o peito cheio de alegria. Dormi poucas horas no hostel, acordei atrasado para o aeroporto mas cheguei a tempo, fui embora do Chile com aquele sentimento de querer voltar e explorar ainda mais essa terra linda.
Fui com uma impressão pelo o que outras pessoas me disseram de que os chilenos eram mais fechados e não tão cordiais com turistas e sai de lá carregando os chilenos no meu peito com muita alegria de ter sido tão bem recebido, de ter tido tão bons momentos, de ser acolhido como Latinoamericano, de ver que meu portunhol é suficiente para ter boas conversar com pessoas que falam somente espanhol e de que a nossa América Latina é esse misto de emoções e intensidade que vibram em todas as paredes de todos os lugares.
Gracias a La Vida!
Queria uma Cumbia! Queria muito uma festa de Cumbia! Perguntei para uns 3 garçons dos lugares que passei e todos me disseram o mesmo nome. La Fonda Permanente, pronto, era pra lá que eu iria essa noite. Acostumando com a vida de Sydney fui informado que só deveria ir para lá depois das 1 da manhã, me senti em São Paulo novamente. Após jantar e outro banho, me mandei pra lá e porra! a festa era muito legal! A princípio vi que era uma festa que só tinha locais, nenhum turista, somente eu e fiquei na minha lá, curtindo o som e arriscando alguns passos de dança e instantaneamente fui abraçado pelo pessoal que estava na festa, começaram a me pagar bebidas, me ensinar passos de dança, passavam o baseado para eu fumar, aquela coisa linda de viver, de novo, sai da festa era de manhã já e eu tava com o peito cheio de alegria. Dormi poucas horas no hostel, acordei atrasado para o aeroporto mas cheguei a tempo, fui embora do Chile com aquele sentimento de querer voltar e explorar ainda mais essa terra linda.
Fui com uma impressão pelo o que outras pessoas me disseram de que os chilenos eram mais fechados e não tão cordiais com turistas e sai de lá carregando os chilenos no meu peito com muita alegria de ter sido tão bem recebido, de ter tido tão bons momentos, de ser acolhido como Latinoamericano, de ver que meu portunhol é suficiente para ter boas conversar com pessoas que falam somente espanhol e de que a nossa América Latina é esse misto de emoções e intensidade que vibram em todas as paredes de todos os lugares.
Gracias a La Vida!


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