quarta-feira, 6 de junho de 2018

Valparaíso / Santiago - Chile Mar 2018


Na volta para Sydney após a minha estadia no Brasil decidi ficar quatro dias no Chile, pois era a minha conexão de vôo e como nunca tinha ido, arrumei o motivo. Contatos feito antes com um amigo em comum me arrumou uma festa para discotecar em Santiago, mas antes eu após ouvir recomendações de amigos, decidi ficar dois dias e meio em Valparaíso, ou Valpo. Essa pequena cidade nas montanhas, cheia de ladeiras, prédios antigos e bombardeada de grafites por toda a cidade. Eu como um amante da street art me mandei pra lá direto do aeroporto e assim que deixei as malas no hostel sai para uma caminhada de longas horas. Não cansava de ver todas as artes impressas em todas as frestas dessa cidadezinha e foi amor à primeira vista, voltei cansado para o hostel depois da longa caminhada mas descansar era minha última opção.
Peguei algumas recomendações com o rapaz da recepção do hostel que me deu vip para algumas baladas da cidade, mas realmente nada que tivesse me interessado...ele também me disse quais lugares eu não deveria frequentar a noite pois eram perigosos principalmente para turistas...expliquei logo que eu era de São Paulo no Brasil e que ser assaltado era algo que fazia parte da rotina da minha cidade..ele desconfiado me disse que eu não deveria ir para esses lugares, guardei o aviso e deixei que acontecesse o que tivesse que acontecer...e foi num bate papo na recepção com uma garota que ela me disse sobre esse bar tradicional em uma das praças da cidade que acontecia música ao vivo. 

Acho que nem comi, tomei duas cervejas pesadas pra matar a fome e estava pronto para sair para as ruas a noite, fui em direção a esse bar e no caminho me lembrei que esse era o bairro que o rapaz da recepção disse que eu não deveria frequentar, tarde demais, lá estava eu andando pelo lugar, meio sinistro, minha cara com essa barba e tattoos chamam atenção, mas não me deixei intimidar e fui para esse pequeno bar chamado Liberty. Meio vazio quando cheguei, peguei uma garrafa de cerveja de um litro chamada Escudo e me sentei em uma das mesas do pequeno bar, desses bem de cara de bar de interior, só um tiozinho atendendo e enfim, achei por algum momento que poderia ser furada, mas esperei para ver o que aconteceria. Essa cara chamado Pablo pediu para sentar na mesma mesa que eu, já que era somente eu em uma mesa para quatro pessoas e começamos a conversar, sim, eu desenrolo meu Portunhol e consigo me comunicar com pessoas que falam espanhol e assim fomos até que começara a chegar os músicos e o bar foi enchendo cada vez mais e BOOM! começa a música com uma dança tradicional chamada La Cueca, uma música de característica antiga, tocavam pandeiros de um jeito que eu nunca tinha visto, colheres, pires, dançavam com um lenço na mão e aquilo foi me contagiando cada vez mais, claro que depois de várias garrafas da cerveja e de shots que as pessoas me ofereciam, enfim, lá estava eu bêbado e aprendendo os passos da Cueca.

Alguns baseados depois com o Pablo o bar fechou as 03:30 da manhã e eu ainda empolgadíssimo com as pessoas fui convidado para ir para a Plaza Anibal Pinto, outro lugar que o moço da recepção disse que eu não deveria ir de jeito algum durante a noite, mas nesse momento eu estava só com locais então me senti seguro, no caminha Pablo me disse para não pegar o celular do meu bolso lá e entendi que era realmente um pouco perigoso mas agi normalmente e conversava com os locais todos muito animados, enfim, a praça tava pegando, oferta de drogas a todos os minutos, pessoas vendendo bebidas escondidas, um clima muito massa, vi o dia amanhecer na praça e voltei para o hostel para poucas horas de sono. No dia seguinte andei por toda a cidade, todas as calles, visitei a casa de Pablo Neruda em uma das montanhas e não queria mais sair de lá, por mim eu teria ficado mais um mês somente em Valpo, mas era hora de partir para Santiago pois eu tinha essa gig para tocar a noite e meu contato um chileno bacana chamado Javo. Aliás, esse Pablo se ofereceu a me levar para a rodoviária e senti que ele realmente era um cara muito legal. 

Cheguei em Santiago a noite e quase que o mesmo aconteceu, deixei minhas coisas no hostel, banho e parti para o lugar onde seria a festa. Um restaurante que nos finais de semana esses caras tiram tudo o transformam numa ilegal party, equipada com cameras para o lado de fora da casa para ver se a polícia esta chegando e com uma luz na frente dos djs que quando acessa significa que deveríamos abaixar o som, estratégia foda e segura para festa ilegais que vou guardar pra sempre na cachola. Enfim, acho que a galera não curtiu tanto meu set, já que eu não toco fritação, mas enfim, fiz minha hora lá e fui curtir um pouco depois do pagamento ter sido feito em uma cap. Voltei pra casa de manhã e tinha que aproveitar o meu último dia em Santiago, já que eu iria voltar no domingo. Sai para conhecer a cidade, enfim, cidade grande, nada de tão atraente aos olhos mas fui comer algo, tomar uma cerveja e ver se andava por alguns lugares conhecidos lá.

Queria uma Cumbia! Queria muito uma festa de Cumbia! Perguntei para uns 3 garçons dos lugares que passei e todos me disseram o mesmo nome. La Fonda Permanente, pronto, era pra lá que eu iria essa noite. Acostumando com a vida de Sydney fui informado que só deveria ir para lá depois das 1 da manhã, me senti em São Paulo novamente. Após jantar e outro banho, me mandei pra lá e porra! a festa era muito legal! A princípio vi que era uma festa que só tinha locais, nenhum turista, somente eu e fiquei na minha lá, curtindo o som e arriscando alguns passos de dança e instantaneamente fui abraçado pelo pessoal que estava na festa, começaram a me pagar bebidas, me ensinar passos de dança, passavam o baseado para eu fumar, aquela coisa linda de viver, de novo, sai da festa era de manhã já e eu tava com o peito cheio de alegria. Dormi poucas horas no hostel, acordei atrasado para o aeroporto mas cheguei a tempo, fui embora do Chile com aquele sentimento de querer voltar e explorar ainda mais essa terra linda.

Fui com uma impressão pelo o que outras pessoas me disseram de que os chilenos eram mais fechados e não tão cordiais com turistas e sai de lá carregando os chilenos no meu peito com muita alegria de ter sido tão bem recebido, de ter tido tão bons momentos, de ser acolhido como Latinoamericano, de ver que meu portunhol é suficiente para ter boas conversar com pessoas que falam somente espanhol e de que a nossa América Latina é esse misto de emoções e intensidade que vibram em todas as paredes de todos os lugares.

Gracias a La Vida!






terça-feira, 5 de junho de 2018

Brasil Brasil Brasil! Fev 2018





Foi mais uma ida ao Brasil, depois de 1ano e 9 meses desde minha última vez, voltei para a terra onde meu coração bate, bate amaldiçoado e frenéticamente, das saudades da Pátria Não Tão Gentil e de se encontrar com os medos e anseios que minha terra me provoca. Tudo tão nostálgico mas ao mesmo tempo me faz não querer estar lá quando encaro violência e a situação que meu povo vive. Segunda vez depois de 4 anos morando na Austrália, reencontros e mais reencontros, com a família, amigos, as ruas, meu bairro, o centro velho, as pequenas mudanças, as grandes mudanças, tudo do mesmo jeito que eu deixei, tudo tão diferente do jeito que eu deixei.
Cheguei em fevereiro, como um bom folião apaixonado pelo Carnaval, depois de 4 anos sem esse calor no meu peito, tive que ir para isso. Para ser mais agraciado, consegui pegar o último ensaio da Rosas de Ouro, a Rosas do meu coração, tão amada por mim, fui com os meus melhores amigos, enchemos a cara, fiquei no samba na rua até as 08:30 da manhã, queria fazer minha casa lá e morar naquele momento para sempre.
Fui, encontrei amigos que fiz aqui na Austrália lá, Jonas e Nico, no Rio, porra, o Rio no Carnaval, pela primeira vez lá durante o Carnaval, que foda, que sensação indescritível, tantas memórias, tantas loucuras, 3 dias sem dormir, fiz todos os blocos de carnaval que pude, os clássicos principalmente, não os famosos, os clássicos.















Santa Tereza foi o bairro que fiquei mais tempo, o Aterro do Flamengo era o quartel general, a Lapa, aaaaahhh a Lapa, aquele frenesi de milhões de coisas acontecendo, vira uma esquina e bang, algo sensacional está acontecendo...
Escrevi esse pequeno texto postado no meu facebook depois da loucura do Carnaval no Rio

"Meu primeiro Carnaval no Rio. Blocos, bloquinhos, blocões, Carmelitas, Cacique de Ramos, Orquestra Voadora, Amigos da Onça, Me Enterra na Quarta, Sapucaí, Portela, Salgueiro, amigos antigos, novos amigos, a Babilônia das ruas do Rio, a cultura fervilhante em todos os cantos, sambas, afoxé, ijexá, marchinhas, baile funk até o chão, música eletrônica brasileiríssima até o caroço no Beco das Artes, Lavradio, Lapa, Santa Teresa, um milhão de boas sensações e memórias que me botam um sorriso largo no rosto.

Acabou tudo num temporal, lavando a alma e os corações dos foliões ( meus sentimentos para aqueles que perderam tudo nessa chuva, para aqueles que se foram, paz!)

Obrigado Zé Pilintra pela proteção de me fazer andar pelas ruas de sua cidade sem que nada de ruim tivesse me acontecido, te vi naquele grafite escondido em uma viela, nos vimos, caro amigo.

O Rio é loko! Deixo a cidade maravilhosa com a carne ainda mais de Carnaval pois meoração é igual. Trago na pele purpurina para uma vida inteira. Só brilho! Só mais amor e paixão pelo Carnaval. Obrigado Rio! Foi foda demais! Ass: o maior folião do Brasil!"


Flashback: Bloco Me Enterra na Quarta, fim do Carnaval, chove nas ruas de Santa Tereza, todos descendo sentido a Lapa, a banda de lábios sangrando e mãos cheias de bolhas cantam Emoriô, sem microfones, somente as pessoas cantando "EEeeeee mo ri ôoo, Eeeeee mo ri ô". Chorei, não pude contar, as lágrimas com o sorriso no rosto que ninguém percebia por conta da chuva. Momento sublime de importância fundamental para minha vida!

Voltei para SP de alma lavada e coração cheio, São Paulo ainda continuava em festa, pós carnaval né...teve mais um ou outro bloco durante o fds, mas no domingo preferi um churrasco em casa com todos os amigos. Eri e Caio vieram em casa, tocamos para o meu amado pai, que anda dodói em sua constante batalha mas pude ver ele se encher de alegria ao ver meus amigos no quintal de casa, tocando as suas músicas favoritas, todos se foram, sobraram nós três até a última gota da última garrafa de cachaça.


Jonas, Nico, Phillipe e Jess vieram para SP, levei eles no rolês, Rick e Natalie também estavam, um time da pesada com muita disposição para baladas sem fim, centrão, D-Edge, Madalena, tudo muito intenso e verdadeiro. Passeamos pela terra da garoa e eu me sentia um guia turístico explicando o valor das coisas para os gringos que muitas vezes não entenderiam se ninguém tivesse explicado. Queriam conhecer minha família, vieram para um almoço de domingo, daqueles que acontecem na maioria das casas do brasileiros e eles amaram, minha família se comunicando da maneira que podiam, eu sendo o tradutor. E todos falando a língua universal. O Sorriso, e isso que me traz ao rosto enquanto escrevo essas linhas.































quarta-feira, 11 de abril de 2018

Laos Dez17/Jan18



Destino foi Laos, de férias de fim de ano, eu e Gabi, parada na China, Kumming, todos me acham esquisito, a barba e as tatuagens chamam atenção, comunicação muito difícil, poucos gestos e expressões e somente chinês falado, fast foods sempre salvam. Chegamos em Laos e uma rápida ida de tuk tuk para o hostel onde a moça simpática já nos deu todas as coordenadas da cidade, minha primeira vez na Asia, tudo muito diferente, me fascino logo pelo movimento da rua e quero sair caminhando. Night Market disseram e lá fomos, chegando na esquina já abordado pelos vendedores de tudo, de tudo mesmo. Fui dar uma volta pela centro, ver todas as coisas diferentes que um mercado ao céu aberto pode oferecer, mas me interessava mais pela comida, queria sentir os sabores pois o cheiro do lugar já me colocava nesse Universo mágico dos sabores. Churrascos em todos os lados, tudo nas brasas do carvão, tudo o que se pode imaginar, o preço me deixa mais feliz ainda, tudo muito barato com o dinheiro que gasto hoje. 

Luang Prabang é a cidade, seu centro sempre bem movimentado, bares abertos em todos os lugares, os locais bebem e festejam a noite, logo já compro umas cervejas Beerlao ( essa foi a única que cerveja que tomei a viagem inteira e trouxe uma camiseta dela ) e tento me comunicar com as pessoas. Sempre todos acham graça do meu estilo e não foi difícil fazer amigos, inclusive um que me ofereceu erva assim que cheguei na cidade, pulei no tuk tuk e 15 minutos depois eu já tinha algumas gramas no bolso. Dias nublados mas quentes, rolês para as cachoeiras na scooter alugada, cenário de filme de Van Damme e Chuck Norris, aquelas montanhas lindas, aqueles caminhos por plantações de arroz e caminhões velhos pela estrada ultrapassando a senhora com 3 filhos pequenos numa mobilete, todos sem capacete. Cachoeiras de águas azul turquesa bem forte, água fria, mas impossível não entrar, sentir as vibrações das águas agitadas. A noite de volta pela cidade, poucos dias depois foi virada do ano, conhecemos o bar badalado, conhecemos o cara mais figura da cidade, tomei um porre de jagermeister, apaguei. Dia seguinte acordo com o cântico nas caixas de som do monastério budista a um quarteirão do hotel, saímos do hotel, voltamos a noite, o cântico ainda rolava em alto volume e não parou até a manhã seguinte. Gosto muitos dos mantras e cânticos de todos os países, mas esse tinha um estilo bem estridente e descompassado e realmente foi uma noite bem difícil de dormir.

Um dia volto pro hostel sozinho trazendo duas garrafas de cerveja na sacola, voltando de uma sessão de cinema ao ar livre na escola da cidade e um grupo fazendo um churrasco na esquina, tocando violão e bebendo lao whisky me chamam pra sentar com eles, logo já experimento o churrasco o que eles cozinham, uns assados e vegetais enrolados com rice paper, uns goles de whisky e a conversa, mais gestual do que em palavras vira em se podia tocar o violão, depois do repertório laones eu toquei um bom e velho Tim e todos se levantaram e dançaram, Cultura Racional no meio de Luang Prabang, era hora de ir pra Vang Vieng.

A estrada foi tortuosa, cheia de curvas, daquele jeito que bota meu estômago de ponta cabeça, e a cidade, muito menor que Luang Prabang dava um clima ainda mais acolhedor, um lugar bem tranquilo mas com muitas opções para se fazer de dia e de noite. Já encontramos um bar de frente pro rio e que acabamos voltando todos os dias, tudo muito aconchegante. Full Moon bar, com a foto do Bob Marley na porta e o cartaz dizendo Laugh Balloons fez eu entrar, no balcão me oferecem o happy menu e vejo que eles vendem vários tipos de drogas, pensei: fu-deu! bang!
Já sabia que era conhecido por ser fácil de encontrar ópio por lá e a curiosidade de conhecer essa planta milenar, citada em pirâmides e escritos muito antigos, fez com que eu pedisse o chá com ópio, como foi recomendado pela senhora que tomava conta desse departamento dentro do bar. Servido um chá qualquer de saquinho com uma bolinha marrom no fundo da xícara, tomei tudo e o final amargo deixou o gosto na minha língua. Deixei que acontecesse. Senti a pressão me apertar, sentir a luz ficar densa e o ambiente pesado como se eu tivesse debaixo d'agua.  Estava sob o controle, estava bem, o bar fechou e tive que voltar para o bangalô




Sentado na varanda do bangalô entrei em estado de inconsciência profunda, tinha uns apagões e me sentia mergulhar dentro de mim, num abismo de pensamentos e sentimentos, voltava em um lapso de tempo, via que a brasa do cigarro estava grande e apagava novamente, muito profundamente, dentro de mim, uma experiência enteógena que conheci nas diversas cerimônias de ayahuaska em que passei, mas creio que de maneira diferente, claro, cada planta é diferente da outra e essa tinha a mesma intensidade, a mesma profundidade. Refleti muito sobre essa ser chamada a planta dos sábios, encontrada em referências nos hieroglifos das pirâmides, dos magos e guerreiros, dos alquimistas, uma substância fez eu me conhecer melhor, mergulhar dentro do abismo do meu inconsciente e ter um encontro muito profundo com a minha pessoa.
Foram algumas horas nessa experiência e sai da varanda para a cama para um sono ainda mais profundo. Acordei no dia seguinte sem ressaca, nem nada, só esses flashbacks sobre o que tinha acontecido na noite anterior e muito pensativo.

Tínhamos mais alguns lugares para visitar e na mesma tarde voltei para o bar para conversar com a senhora que vendia o ópio. Disse que tinha gostado muito da experiência e queria provar de outra maneira, já que ela vendia em outras opções, ela sorriu, disse que eu era forte e que dessa vez eu deveria provar junto com o baseado para que fosse mais gentil e que eu não apagasse e pudesse lembrar mais da experiência. Com o baseado no bolso e uma porção de cogumelos mágicos fomos para uma volta pelos rios e cachoeiras de Vang Vieng, fumei o baseado e realmente foi mais gentil, mas mesmo assim bem intenso, me deixando pensativo e introspectivo, pensando no presente, sem pensamentos do passado ou do futuro, apenas presente, o momento, como deve ser, muito mágica essa substância sagrada e espero me encontrar mais vezes com ela por esse meu caminho.
A estadia nessa pequena cidade turística foi muito agradável mesmo e eu queria ter ficado mais tempo lá, com lugares mais simples, comida de rua, pessoas agradáveis, monges e aquela vibração linda dos deuses das montanhas que circundam todo o lugar. Hora de voltar pra Luang Prabang para mais alguns dias, uma rápida passada no Full Moon Bar para levar outro cigarro mágico para a outra cidade embarcamos em uma van com um motorista alucinado, voltando pela estrada sinuosa em alta velocidade, atropelando galinhas pelo caminho e tirando fina de crianças brincando na rua. Um pouco apavorante mas chegamos intactos.

Mais alguns dias lá, mais algumas idas em cachoeiras, meditação, muita paz, silêncio e tranquilidade. Foi o que eu precisava para começar o ano bem e carregado de energia. Foi após um dia de muita cachoeira que tive um sonho com Oxum, ela linda, negra, com um corpo escultural me olhava no fundo dos olhos! Estava abençoado para um novo ciclo. De volta para Sydney.