quinta-feira, 16 de julho de 2015

Dargan, Blue Mountains

Foi minha primeira ida para Blue Mountains...e no melhor estilo...passamos o fim de semana numa casa onde no terreno existia uma caverna, com um balanço amarrado no teto alto, com um cesto onde você podia ficar deitado e os amigos te empurrando, lá pro alto, os pés iam lá pra cima, perto da pedra da parede, as vezes dava medo pensando que ia bater...na primeira subida eu fui muito alto, na volta, morrendo de rir o Diego estava no chão com a mão estendida com uma garrafa de cerveja na mão e me disse.."toma!"...agarrei a cerveja com firmeza e ele disse em voz baixa.. "isso é que é vida"
O senhor dono das casas e do terreno disse que encontrou a caverna sem querer, depois de percorrer todo o seu novo terreno, fez um instrumento parecido com um baixo acústico de uma corda só presa a um tonel de plástico, me chamou para um jam, onde toquei seu violão velho e desgastado mas bem afinado...
Chegamos na sexta a noite onde já fomos até de manhã vendo o Sol nascer e adormeci no sofá, coisa de três horas e já acordei com os caras me chamando para um café da manhã doce e já começamos a sorrir, música e comilança...descemos para a caverna no entardecer, junto com o dono do lugar que nos mostrou desenhos aborígenas nas paredes do lugar, nos fez o fogo e nos mostrou onde estavamos os sacos de dormi...
O céu estrelado dava frio na barriga....
Tocamos música, o Rick levou luzes e lasers, tomei uma garrafa de Seleta e acordei dentro do saco de dormir mais aconchegante que podia existir, abri os olhos, era de manhã, lembrei que estava dentro de uma caverna e vi a fogueira apagada e a garrafa de cachaça e outra de vodka vazias do meu lado..levantei a cabeça e vi outros sacos de dormir com os caras dormindo...na minha cabeça veio a música do Gil "o sonho acabou, quem não dormiu no sleeping bag nem sequer sonhou"....
Recolhemos tudo, abri os braços e agradeci à caverna..."Bom dia dia! Obrigado caverna"


















Wattamoola Beach, Royal National Park

Dia de folga no trabalho, estava com o carro de um amigo emprestado, passei pra pegar um outro brother que estava de bobeira e fomos para Wattamoola Beach, dentro desse parque gigantesco que é o Royal National Park...tava um dia frio, água muito gelado, me desencorajou de saltar de pedra da cachoeira, mas volto lá pra fazer isso...








Port Stephens e La Perouse


Visite com o meu camarada David, brazuca do Espírito Santo, as cidades de Port Stephens e no fds seguinte fomos para La Perouse.
Em Port Stephens foi onde vi golfinhos de perto pela primeira vez, mas bem rápido, rondando o barco...em La Perouse um dos pôr-do-sol mais bonitos que vi por aqui, por aqui, não da vida...














mas no dia mesmo

No dia mesmo do meu aniversário, do sábado para o domingo, numa festa organizada pelo Diego brazuca e o Leo italiano, fomos para Lady Bay, uma praia micro, de nudismo durante o dia, mas qndo anoiteceu fomos para lá com gerador, caixas de som, mixers, cdjs, controller e a porra toda! foi foda!!
A hora que o transatlântico passou na frente da praia, todo iluminado, estava tocando Watermat, a música Bullit...








o aussie de boné, que apareceu do nada, morava la do lado, ouviu o som e apareceu, foi meu assistente de dj, enchendo meu copo e acendendo meu cigarro e na hora que o som parou levantou o mutirão pra limpar a praia

dia de festa na casa


Teve o dia que foi o meu aniversário e convidei os amigos todos para virem na minha casa para um churrasco e boa música...consegui o speaker do Rick e coloquei no último volume...
Vomitaram no lixo do meu vizinho...e foi assim que eu conheci ele...pela primeira vez, que voltou a bater na porta mais umas três vezes na mesma noite pedindo para abaixar o som...e teve a hora que eu nem pude controlar mais, com porta da frente e portão do quintal para os fundos abertos começaram a a chegar pessoas que eu nem conhecia...os amigos dos amigos dos amigos dos amigos....com biritas e mais...
No dia seguinte me lembrava apenas dos últimos momentos eu conseguindo tirar os últimos 15 restantes convidando todos para uma expedição a King St a procura de um pub, onde eu consegui entrar com apenas um desses 15 e outro flashback da volta pelo parque, sozinho, ouvindo música nos fones...







sábado, 13 de junho de 2015

As novas



Ando meio parado aqui, com a cabeça e o foco em outras coisas, turbilhões de coisas acontecem, milhares de sentimentos ao mesmo tempo e a opinião e as vontades que mudam a cada segundo. 
Achei que deveria dar outro tom ao que escrevo e ser mais gonzo e mais beat pois esses tem me inspirado na caminhada doce e dura de se cair na estrada e encarar a duras penas todos os sentimentos contidos no peito de um homem. Faço essas linhas para mim e não para mostrar a outros, mas que fique aqui a história de uma pessoa que saiu de sua casa, deixou do outro lado do planeta tudo aqui que vinha convivendo há quase 30 anos e recomeçou, de novo, de baixo, olhando pro alto e a frente.
Parece que estou fazendo uma nova introdução a esse blog, que tenho mais como o meu diário de viagens, mas que quero deixar aqui registrado pois não confio totalmente em minha memória e que seja como um acesso ao banco de dados de momentos passados para qndo eu quiser me recordar.

Para atualizar a linha do tempo que aqui estava acontecendo vou voltar a minha memória para alguns meses atrás quando sai do hostel que estava vivendo e aluguel o quarto em uma casa em Newtown, um bairro hype de Sydney. A vinda para a casa, que é bacana, com quintal, churrasqueira e um bom espaço na sala de tv e cozinha, mas são aquelas casas mais antigas de Sydney, com suas infiltrações, goteiras e baratinhas por todos os lado, o que é algo normal e característico daqui...me trouxe um outro estilo de vida e me fez realmente começar a sentir que eu estava vivendo em outra cidade, pois enquanto eu estava no hostel tudo ainda era um sentimento de férias, de que eu estava em um lugar temporário, dividindo o quarto com 8 pessoas e aquela agitação de sempre.
Então esse capítulo será para deixar aqui registrado esses 8 meses ( março a novembro de 2014) que morei no Elephant Backpacker, em Woolloomooloo em Sydney, onde conheci muitas pessoas, de todas as partes do mundo e onde trabalhei no café dentro do hostel, para pagar a minha moradia ( o que me fez salvar um bom dinheiro), onde tive o prazer de fazer amigos com quem tive momentos especiais, festas malucas em lugares imprevisíveis e onde pude estar de corpo e alma aberto para ter esse contato com as novas culturas, onde arranhei minhas primeiras conversas em inglês, onde aprimorei bastante o aprendizado dessa nova língua.

(Elephant Backpacker)


Muitas pessoas foram e voltaram nesses 8 meses, com alguns vivi esses tempo todo lá e com outros foram alguns meses, pessoas que moraram junto comigo por 4 ou 5 meses e seguiram seus caminhos, deixando boas recordações e me ensinando esse novo sentimento, de fazer grande amizades por um curto período e saber que de repente vc nunca mais vai ver essa pessoa ou talvez sim, sem querer, andando por uma rua em um país qualquer. São muitos rostos, poucos nomes, muitas histórias, muitas risadas. Ter trabalhado no hostel, no café, servindo as pessoas, preparando café, lavando pratos, servindo comidas e bebidas, colocando minha seleção de sambarock nos auto falantes do lugar e tropeçando na língua mas sempre sorrindo foram o que me fizeram ficar lá todo esse tempo, pois o plano inicial seria ficar duas semanas, mas eu fui ficando, ficando, ficando e decidi ficar!
Acabou ficando cômodo e rentável, eu tinha meu emprego trabalhando na obra ou descarregando container e fazendo mudanças durante a semana e no fds eu trabalhava no hostel para não ter que pagar o aluguel. Sem falar que eu estava lá, sendo um dos caras mais conhecidos do lugar, amigo de quase todos e me divertindo. Foram grandes momentos e penso que se quando as calças apertarem eu tenho pra onde ir...rs
Deixo aqui alguns desses eternos amigos de pequenos e grandiosos momentos


(Diego, Oscar e Ben)

(Bernoit!)

(Darran)

(Aniver do Dave, com Ben, Josh, Sylvian, Diego e um casal que não conheço)

( a melhor dupla alemã Kevin e Lars)

( com Valério na direita que foi meu roommate por quase 5 meses)

(vista da porta do hostel)

(com os italianos, Giordano na minha esquerda e com o espanhol Toro)

(Paola e o Tartarua figura de batom)

( dia no ap do Dave com Bernoit e Eddie)

( o dia que levei os italias e um frances no restaurante brasileiro)

( Lars no Halloween)

( o dia que o Eddie quebrou a mão descendo a rua da frente do hostel de skate)

( me and Papa Jo)


(Florian e Francis)

( Festa de Natal com Kevin e Moro)

( eu, Moro e o Jack)

(Bototo, Flo e outro frança no Ano Novo)

Depois dessa longa estadia lá achei que precisava do meu próprio quarto...e realmente precisava, creio que fiz minha cabeça funcionar e abrir muito também aqui, quando vc tem o seu tempo sozinho, quando passa seu sábado inteiro dentro do seu quarto, muitas vezes só olhando fixo para a parede e deixando a sua mente trabalhar e expandir e resolver várias e várias questões como decisões e planos para o que fazer. Creio que foi o que fiz muito ultimamente, pensei, estou parado na minha produção, tenho lido pouquissimo, tenho desenhado quase nada, não tenho produzido novas músicas, creio que meu cérebro esta numa fase de encaixar umas peças para depois começar a produzir de novo, uma nova safra, com novas idéias e novos sentimentos.
Tenho curtido bastante a casa e tenho aprendido a cozinha bem mais, tbm estou parando de comer carne regularmente, e tendo um outro estilo de vida, aprendendo a apreciar a vida muito mais pelos momentos delas do que pelas coisas que aconteceram e o que vão acontecer...
E vamos seguindo, caminhando