Tentar seguir a ordem cronológica, mas me perco em ordens, em tempo, em recordar em meio a flashbacks, sonhos e realidade. Estive passeando por ai, tenho em mente no que escrever aqui mas deixo passar, não quero me prender à obrigatoriedade, tem que vir espontaneamente, pois não escrevo para ninguém essas linhas, escrevo para mim, pra colocar pra fora, por não confiar nessa cabeça que muito pensa e muito esquece, mas deixo registrar...
Passado quase um ano que não escrevo aqui minhas linhas tortas, mas busquei nas redes algumas das fotos que vai me ajudar a relembrar os fatos acontecidos...
Começo por relembrar a minhas passagem no Brasil em Abril de 2016, fui me despedir da minha mãe, que agora brilha maravilhosamente em outras galáxias...foi bom estar de volta em casa por um tempo, rever as pessoas que gosto e viver momentos intensos novamente, explosões no peito e na mente...cair nas ruas de SP novamente, aquele cheiro da minha cidade, a arte borbulhando...mágico como sempre...
Na volta para Sydney me preparei para o festival que amigos organizam, o Mogo Bush Beats e fui convidado a ser um dos DJ's tocando...onde fiz dois sets e depois de cair de costas as 06 da manhã tive que parar....a psicodelia estava intensa e o domingo chuvoso foi melancólico e úmido...
Clima de festival maravilhoso, no money trade, todos levaram tudo e foi tudo compartilhado lindamente, todos unidos, dividindo comidas, bebidas, doces, abraços, risadas, músicas, três dias de união com os amigos e sentindo as vibrações da Natureza de forma pura e simples, pés no chão, cabeça nas nuvens....
Pouco tempo depois da volta para a cidade já me preparei para o Burning Seeds, que primeiramente era uma versão grande do festival Burning Man mas na Austrália, mas uma semana antes do evento o lugar foi destruído por um temporal. Mãe Terra disse que naquele lugar não aconteceria e assim não aconteceu, mas as pessoas se organizaram entre os camps e decidimos ir para Canberra, num lugar místico chamado Waterworld e os campings se organizaram para fazer acontecer esse clima de compartilhamento de tudo, alma, corpo e coração, com todos, em um outro lugar. E assim foi...as pessoas que eu estava incluído chamamos o nosso camping de Cosmic Oasis e fomos preparados para dias frios e chuvosos...mas todos munidos de suas cápsulas viajadoras de mente fez com que abstraíssemos todas as barreiras e pudemos nos unir e celebrar a vida com música, bebida e muita conexão de graça....
Me senti feliz em ver pais que trazem seus filhos para essas experiências extremas, crianças brincando e aprendendo com os loucos, vendo a nudez como algo natural, sem espanto, livres, crianças sujas de lamas com seus pais sorrindo e dançando...tivemos momentos sublimes lá e com certeza mudamos um pouco por dentro...
Me senti feliz em ver pais que trazem seus filhos para essas experiências extremas, crianças brincando e aprendendo com os loucos, vendo a nudez como algo natural, sem espanto, livres, crianças sujas de lamas com seus pais sorrindo e dançando...tivemos momentos sublimes lá e com certeza mudamos um pouco por dentro...
Estive por um final de semana também em Melbourne, foi minha primeira vez nessa cidade que todos diziam que eu iria me apaixonar quando fosse lá...e foi o que aconteceu...pura paixão, cidade toda alternativa, com pessoas mais abertas e um clima mais festivo e leve na cidade. A cidade de Sydney é maravilhosa, mas com muitas regras, principalmente quando o assunto é se divertir, as leis em Sydney são menos tolerantes o que é diferente em Melbourne, com seu frio que rasga a carne mas aquece o coração.
Fui com meu parceiro Diego e tivemos um ótimo final de semana conhecendo os lugares ( claro que fiz minhas caminhada solitária pela cidade com minha máquina analógica ) e estando totalmente imerso na leitura do Fear and Loathing in Las Vegas senti-me vivenciando o prazer do momento, da jornada, de sentar na garupa da mobilete do Bozo e ir...sem se preocupar...tatuei a frase "Buy the Ticket, Take The Ride..." em Melbs e levei um tombo de bicicleta no meio da rua pra deixar mais uma outra marca em minha pele com uma boa lembrança...
Fui com meu parceiro Diego e tivemos um ótimo final de semana conhecendo os lugares ( claro que fiz minhas caminhada solitária pela cidade com minha máquina analógica ) e estando totalmente imerso na leitura do Fear and Loathing in Las Vegas senti-me vivenciando o prazer do momento, da jornada, de sentar na garupa da mobilete do Bozo e ir...sem se preocupar...tatuei a frase "Buy the Ticket, Take The Ride..." em Melbs e levei um tombo de bicicleta no meio da rua pra deixar mais uma outra marca em minha pele com uma boa lembrança...
" No sympathy for the devil; keep that in mind. BUY THE TICKETS, TAKE THE RIDE...and if it occasionally gets a little heavier than what you had in mind, well...maybe chalk it off to forced consciousness expansion: Tune in, FREAK OUT, get beaten "
Foi em Melbourne também que vi Banksy pela primeira vez em um expo bacana, um artista que eu admiro e foi muito gratificante em estar perto de suas obras e sentir a intensidade do que esse(s) artista(s) produz...
E para fechar essa sessão teve minha passagem por Lake Conjola para um final de semana acampando com os amigos, tocando as estrelas, nadando no rio e sendo feliz....foi a despedida de mais um do grupo, dessas amizades superficiais, momentâneas e passageiras, como a maioria das amizades que se faz quando se esta viajando, pessoas que passam na vida por um breve momento mas que podem ou não ser esquecidas...
Foi um fds entre amigos, um lugar onde os cangurus invadem as barracas atrás de comida e as nossas barracas destoaram dos luxuosos trailers e motorhomes espalhados pelo lugar, mas como não é preciso luxo para a felicidade, ríamos mais do que os habituados ao lugar...
Foi um fds entre amigos, um lugar onde os cangurus invadem as barracas atrás de comida e as nossas barracas destoaram dos luxuosos trailers e motorhomes espalhados pelo lugar, mas como não é preciso luxo para a felicidade, ríamos mais do que os habituados ao lugar...
( Bendalong Beach )
( Gabriela Brasil, é o nome dessa índia amazônica de Belém do Pará, com gênio forte, sotaque porreta e cheia de carinho. Momentos adocidados nesse pôr do Sol, olho no olho, muitas risadas )
E por enquanto é só....muitas outras por vir, não sei quando volto aqui...
Até!
Até!











