domingo, 28 de setembro de 2014

The Last Cigar e Big Review Tv

Participei como assistente de sonorização em um curta metragem do diretor Chris Evans, aqui em Sydney, que se chama The Last Cigar. Depois de muitos anos voltei a fazer um trabalho no set de gravação, algo que eu adoro fazer. O clima e atmosfera do set, quando o diretor grita Action! e a mágica começa a acontecer é muito legal. O bairro escolhido foi Woolwich, foi a primeira vez que estive lá, do outro lado da cidade com um cenário super bonito podendo ver todo o centro comercial de Sydney de longe, todo iluminado.
Conheci um cinegrafista australiano bem engraçado e maluco, o Cliff, que ficou fazendo mil piadas durante o tempo inteiro.
Quero muito pegar outros jobs em set de gravação, ainda mais cuidando do áudio, me desenvolver mais nisso e em sound design

              ( kit básico de audio)





         ( a Harbour Bridge lá no fundo)

Algo muito legal que me aconteceu esses dias foi conseguir um trabalho como editor de vídeo para uma plataforma web chamada Big Review Tv, onde eles produzem vídeos para empresas dovulgarem seus negócios. Como bares, restaurantes, pubs e vários outros tipos de lugares. O primeiro passo para muitas coisas que podem acontexer aqui comigo e para me enfiar na minha área de novo, muito melhor do que descarregar conteiner...rsrs

             ( escritório da produtora)

Tudo caminhando, sempre em frente, pés nos chãos, coração na boca e cabeça nas nuvens. 

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Último dia de aula na NSEC

Ontem foi meu último dia de aula na North Sydney English College onde fiz meu curso de inglês por seis meses e pude conhecer muitas pessoas e ter a sorte de ter tido professores especiais. Foi ótimo ter tido esse momento numa escola de línguas com gente dos mais diferentes países, trocando experiências e culturas. Muitas pessoas da América Latina e da Asia estudam na NSEC e foi bem diferente poder conversar e conhecer as "esquisitices" de cada país e também ver as semelhanças e problemas que cada população passa con seus políticos e injustiças que acontecem em todos os cantos do mundo.

Entre meus professores, um deles foi o meu favorito, o grande e inesquecível Greg, um australiano bem típico, com seu sotaque aussie e com umas frases e tiradas que me faziam rolar de rir...um dia entranos no Museu de Arte Contemporânea de Sydney onde acontecia a exposição de um artista francês bem peculIar com umas obras meio estranhas...a sala principal cheia de franceses observando as obras, Greg entra na sala, da uma rápida olhada e diz em voz alta: Hmmm...very French...
Me rolei de rir! Muitas outras histórias do grande Greg...

          ( A dingo ate the baby, mate)

Minha outra professora foi a Kate, uma australiana super figura que adora presentear seus alunos com chocolate pelas respostas certas e com um humor sarcástico dizendo que quem não fizesse a lição de casa ela arrancaria os olhos, fritaria em óleo quente e serviria de jantar ou quem usasse o celular teria as mãos cortadas e colocadas dentro da boca...coisas malucas assim...
Sem falar das suas inúmeras histórias sobre bebedeiras e acidentes de carro numa família que colecionou 14 Fuscas

      ( I will kill you!!)

E eis meu certificado, com triple A e um B. Valeu por mais um passo dado e mais uma meta alcançada...simbora para a próxima!




segunda-feira, 8 de setembro de 2014

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Thredbo, NSW - Austrália

Foi a primeira vez que eu vi neve na minha vida, parece uma coisa boba, mas é um sentimento de novidade e de algo tão diferente que fez eu me sentir criança de novo, brincando no playground, escorregando pela neve e colocando um pouco na boca pra saber qual gosto tem.
Sempre que eu abria o congelador de casa eu pegava um pouco daquele gelo em flocos e ficava pensando se a neve era daquele jeito ou não...e se era fofinha suficiente para poder se jogar do alto de uma casa sem se machucar...mas não! Descobri que a neve qndo acumulada e numa pista de ski ela pode ser tão dura quanto um chão de concreto e aprendi isso levando centenas de tombos tentando fazer o snowboard, tanto que no dia seguinte tentei o ski clássico e foi bem mais fácil, não que me impediu de ir algumas outras vezes para o chão mas é uma quantidade muito menor!


Sai da estação Central de Sydney, rumo a Thredbo, que esta localizado ao sul da Austrália, cerca de duas horas da capital Canberra totalizando quase seis horas de viagem de onibus com algumas paradas para comer e comprar bebidas. Fui com mais dois brasileiros de Minas Gerais, Thiago e Tales que também passavam pela mesma experiência de estarem vendo neve pela primeira vez.
Fomos com aquelas empresas que fazem esse tipo de viagem, em um onibus cheio de pessoas de diversas partes do planeta e chegamos ao hotel localizado na cidade de Jindabyne sob a temperatura de -2 graus. Fui para passar dois dias, sendo assim, cada minuto era precioso o que me fez pular da cama bem cedo no sábado, pegar todos os equipamentos e roupas preparadas para o frio e ir para as montanhas onde a temperatura estava variando nos -10 graus e chovendo, o que causava mais neve.  Daquelas coisas que eu só tinha visto em filme ou em jogos de inverno pela televisão, realmente magnífico ver a grandeza da Natureza se expressando de forma tão singular.


No sábado a noite, no bar do hotel, tivemos uma festa com banda ao vivo que foi bem legal, tocando muitas músicas e botando a galera pra agitar, mas perto da meia noite eu já estava destruído de cansaço e ainda tinha um domingo inteiro, dessa vez esquiando, o que foi mais fácil e pude dar umas voktas com mais confiança...na pista de iniciantes, claro. Subi até a parte mais alta da montanha e puder ver a vela paisagem da neve, tudo branco, céu branco, chão branco, mas não me arrisquei na descida por medo de me machucar, ainda mais sendo a primeira vez esquiando. Dentro do ski park tinha um pub rolando música ai vivo também e logo deu a hora de pegar as malas e voltar para Sydney, totalmente quebrado com dores pelo corpo mas muito feliz e com mais uma boa recordação de se ter uma nova e
xperiência.




Seeya!


segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Rugby League

Na última semana estive pela primeira vez em um jogo de rugby aqui na Austrália a convite do meu amigo de escola Istvan, um húngaro muito gente boa que me levou e mais uns outros amigos do seu país natal.
Um jogo diferente e divertido de se assistir, tomando sua cerveja e comendo um bom sanduba de carne com queijo...rs


Lavy, Joseph, Marco e Istvan

Essa modalidade, o League, é praticado somente aqui na Austrália e tem algumas regras diferentes do Únion, o rugby tradicional. Mas valeu pelo momento, pela galera e pela experiência. Com certeza é algo que farei mais vezes!!



South Sydney Rabbitohs deu uma sova de 30x12 nos Brisbane Broncos! Acho que dei sorte pro time da cidade que mori...rs

seeya

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Sydney, Austrlália 2014!


Começo aqui um novo capítulo dessa história, seja talvez o motivo por ter demorado mais para escrever e botar pra fora toda essa nova experiência que acontece em minha vida. Mudei de país, sai do Brasil e vim tentar a vida do outro lado do planeta, mais especificamente em Sydney, na Austrália. No final do ano de 2013 sai da empresa que trabalhei por quase 6 anos e como já sentia que estava precisando de novos objetivos e novas aventuras para a minha vida, resolvi embarcar num avião e vir conhecer um novo país, mas não só conhecer com um turista faz e sim viver num lugar, por um longo período e experimentar novos hábitos e um diferente estilo de vida.

Semana passada fez quatro meses que estou aqui e muita coisa aconteceu nesse pequeno período mas que já parece bastante tempo. Continuo estudando, fazendo um curso de inglês básico para melhorar meu inglês, mas sei que é só mesmo na convivência e falando com as pessoas que podemos deixar ele mais fluente e sentir mais confiança para falarmos e entendermos sem ficar perdido e com aquela cara de “não entendi nada o que você falou” . Sinto que nesses meses meu inglês melhorou bastante.

Os primeiros dias aqui foram de descobrimento e diversão, quis sair conhecendo os lugares e a cidade, que é bem bonita e organizada mas também tem um monte de gente maluca, mendingos, junkies e gente de todos os lugares do mundo.
Fiz algumas amizades com brasileiros e com estrangeiros, principalmente com o pessoal da escola. Cervejas no Maloney’s ou no Scruff Murphys na sexta-feira depois da aula e fui apresentado ao Frankies Pizza, um porão que além de servir pizza, claro, também tem uma grande pista onde rola só os clássicos do rock n roll e as vezes bandas ao vivo, sempre que da ainda passo lá...fui apresentado a esse lugar por um cara que se tornou grande parceiro aqui, o Azedo, que foi apresentado virtualmente pela Tati, amiga do Brasil, da galera da augusta e pilatragi e que depois de 10 minutos de conversa descobrimentos que temos vários amigos em comum em SP. Foi o Azedo também que me levou a uns dos melhores shows de rock que já fui em minha vida, o Wolfmother, um banda australiana de rock progressivo, com um vocal pegada de Black Sabbat que faz todo mundo sair pulando pelo lugar. Sensacional, com certeza inesquecível.



Para ficar aqui na cidade escolhi o Elephant Backpacker, que acabou se tornando meu novo lar, é um hostel que funciona dentro de um antigo prédio na cidade no bairro de Woolloomooloo, esse nome engraçado que eu adoro ficar repetindo, um bairro residencial, mais simples, que oferece de tudo e perto do centro comercial, ou seja, perfeito. E as pessoas do hostel são muito legais, talvez seja esse o motivo de eu ter ficado aqui, pois vim para ficar apenas uma ou duas semanas e já estou fazendo quatro meses e sem previsão de sair, também porque comecei a trabalhar no café que tem aqui dentro, trabalho por acomodação e por experiência de vida. Comecei a trabalhar aqui depois do primeiro mês, quando decidi que precisava arrumar algo para levantar dinheiro e poder continuar fazendo as coisas que desejo fazer, sem contar que é divertido, não que seja fácil, pois, principalmente no horário da manhã alguns dias é bem cheio, então tem bastante trabalho, mas só tenho que fazer isso dois dias para pagar a minha semana. Marco, o gerente inglês do café e Nigel, o neozelandês maluco cheio de tiques e falando sozinho são meus companheiro de trabalho.







Os amigos no hostel foram bem especiais em todos esses dias, são os companheiros do dia a dia, pra quem contamos nossas histórias e fazemos essa troca de outras histórias, costumes e choques culturais. Esses caras são com quem já dividi o quarto  ou era vizinho dentro do hostel, todas as sextas ou sábados, ou os dois, tomamos algumas cervejas e vamos para algum lugar diferente...franceses, ingleses, alemães, chilenos, todo mundo junto, curtindo a vida, ralando bastante e dando risada...

Começando o segundo mês aqui eu arrumei trabalho com um uruguaio chamado Leo que tem uma pequena empresa de demolição e remoção de entulhos e foi assim, que após retirar meu White card (carteira para poder trabalhar em obras) que vesti minhas botas com ponta de aço, minha camisa verde neon, minhas luvas de couro fedido e fui destruir o quintal de uma mansão em North Sydney com uma britadeira, além de ter que
carregar entulhos, tijolos e afins. Trabalho braçal árduo, mas que incrivelmente ocupa sua mente e que alivia as dores musculares quando você recebe um bom dinheiro por uma semana de trabalho. E assim fiquei por quase uns 15 dias fazendo esse tipo de função e que nas semanas seguintes ainda geraram um ou outro dia de trabalho.

Junto com isso apareceu a oportunidade através de um anúncio que um brasileiro fez no grupo do facebook que os brazucas trocam informações com outros que moram aqui na cidade, sobre uma festa e mandei para o Fernando, o organizador da festa, meus trabalhos como dj de música brasileira, das festas que eu já tinha tocado no Brasil. Ele gostou e na mesma semana já me convidou para tocar no Hotel Steyne em Manly Beach, um lugar muito bonito, com uma praia sensacional e o lugar com uma varanda para essa praia, festa que rola música brasileira e reggae aos domingos e ali pude começar a tocar quase todos os domingos, fazendo aquilo que amo fazer, que é tocar música, não importa se com instrumentos, como eu adoro fazer ou com o computador, botando pra tocar aquilo que acho que tem de melhor nos estilos que cabem à festa. Além de ganhar uma grana extra e poder beber ótimas cervejas importadas “por conta da casa”. Algo que fiz nesse período foi visitar o Morriset Park, um dia muito especial, onde após quase duas horas de viagem de trem pude chegar a um parque onde tem um hospital psiquiátrico e vários cangurus vivem livremente nesse lugar e é possível ter esse contato de perto com esse animal que é um dos símbolos desse país, me senti entrando no filme Jurrasic Park, com aqueles bichos esquisitos grandes pulando de um lado para o outro num enorme gramado e procurando em suas mãos o que você trouxe para eles comerem. Um lugar muito lindo com um enorme lago bem ao lado e passei o dia lá, vendo os animais, curtindo aquele lugar e pensando como deveria ser a vida dos internados daquele hospital. Na volta, eu e meu amigo francês Ben, perdemos a hora e o dia acabou escurecendo, o que nos fez fazer o caminho de quase 5 km de caminhada em total escuridão, total mesmo, sem nenhuma luz de poste, somente a Lua iluminando o caminho de volta, tornando o momento mágico e engraçado com as trapalhadas do Ben...







Já para o terceiro mês, com as coisas já caminhando e eu podendo pagar todas as minhas despesas com o dinheiro que ganho aqui mesmo, comecei a trabalhar em outra empresa de mudanças, a Grace Removals, indicado por um garoto brasileiro que tem uma amiga em comum comigo e onde consegui sair da obra e daquele trabalho mais pesado e conseguir algo melhor. Mas que mesmo assim, nas primeiras semanas não tive trabalho para todos os dias, apenas um ou outro durante a semana, mas dependendo de um novo contrato eles me escalam para todos os dias. Ainda estou nessa empresa e que tem vários brasileiros trabalhando também, com um ambiente de trabalho legal e sempre fazendo algo diferente, mesmo que basicamente todos eu tenha que apenas usar os músculos. E nesse quarto mês pegamos um trabalho na biblioteca da cidade, então a minha função se resume basicamente em pegar livros da estante, estou fazendo isso 10 horas todos os dias por 5 semanas....rsrs....entediante, mas o bolso sorri aliviado...


 
Fui nesse último final de semana ver uma outra banda australiana muito engraçada com o nome The Beards, e como estou cultivando minha longa barba, fiz questão de ir ver de perto. Muito engraçado, o show foi super divertido com todas as músicas falando sobre barba e eles fazendo um grande culto de celebração aos pelos na cara...ahahahah







Texto grande, mas talvez pequeno para tudo o que tem acontecido aqui, creio que eu deva escrever com mais frequência agora para deixar esse diário sempre atualizado, pois quero que muitas e muitas outras coisas fiquem registradas para quem sabe no futuro eu possa relembrar com ajuda dessa ferramenta todas as viagens e experiências em minha vida.


Mais algumas fotos:



meu bairro favorito, porque aqui é nóis mate!

NEWNTOWN!


Autêntico churrasquinho australiano

H.S.Thompson feelings

Primeira vez dirigindo na mão inglesa, carro ao contrário, tudo ao contrário...rs
Seeya!